Entenda a gordura trans

A gordura trans pode ser obtida através de um processo industrial denominado “hidrogenação”. O processo de industrialização dessa gordura foi desenvolvido com o objetivo de deixar os alimentos mais saborosos, crocantes, competitivos economicamente e com validade de prateleira mais longa. O processo de hidrogenação – feito a partir de um óleo vegetal em forma líquida – permite obter uma pasta semissólida, convenientemente ideal para o preparo de alimentos. Mas o que parece ser uma modificação mínima, na verdade altera completamente a função e atividade dessa gordura no organismo.

O corpo não reconhece a gordura trans e a armazena – o que pode ocasionar problemas ao longo prazo, como diabetes, obesidade, níveis altos de triglicerídeos e LDL colesterol. A maior parte dos alimentos industrializados – biscoitos, salgadinhos, sorvetes, pipoca de micro-ondas, alimentos congelados etc. – contém gordura trans.

Segundo a ABIA (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), apenas 30% dos biscoitos vendidos no Brasil são livres de gordura trans. Em muitos países seu uso já está até proibido, pois não há mais dúvidas sobre seus danos à saúde. Uma quantidade menor ou igual a 0,2g de gordura trans “em uma porção”, é considerada uma quantidade não significativa pela legislação e pode ser declarada no rótulo como “zero”, ou “não contém”.
Exemplos de produtos com gordura trans: pães industriais, chocolates Kopenhagen, Club Social, biscoito “Passatempo Junior” da Nestlé etc.

Fica a dica. Na pŕoxima semana, falaremos de gordura saturada e insaturada.